sábado, 9 de agosto de 2008

Metal Contra as Nuvens by Renato Russo... poesia pura


Não sou escravo de ninguém

Ninguém, senhor do meu domínio

Sei o que devo defender

E, por valor eu tenho

E temo o que agora se desfaz.

Viajamos sete léguas

Por entre abismos e florestas

Por Deus nunca me vi tão só

É a própria fé o que destrói

Estes são dias desleais.

Eu sou metal, raio, relâmpago e trovão

Eu sou metal, eu sou o ouro em seu brasão

Eu sou metal, me sabe o sopro do dragão.

Reconheço meu pesar

Quando tudo é traição,

O que venho encontrar

É a virtude em outras mãos.

Minha terra é a terra que é minha

E sempre será

Minha terra tem a lua, tem estrelas

E sempre terá.

Quase acreditei na sua promessa

E o que vejo é fome e destruição

Perdi a minha sela e a minha espada

Perdi o meu castelo e minha princesa.

Quase acreditei, quase acreditei

E, por honra, se existir verdade

Existem os tolos e existe o ladrão

E há quem se alimente do que é roubo

Mas vou guardar o meu tesouro

Caso você esteja mentindo.

Olha o sopro do dragão...

É a verdade o que assombra

O descaso que condena,

A estupidez, o que destrói

Eu vejo tudo que se foi

E o que não existe mais

Tenho os sentidos já dormentes,

O corpo quer, a alma entende.

Esta é a terra-de-ninguém

Sei que devo resistir

Eu quero a espada em minhas mãos.

Eu sou metal, raio, relâmpago e trovão

Eu sou metal, eu sou o ouro em seu brasão

Eu sou metal, me sabe o sopro do dragão.Não me entrego sem lutarTenho, ainda, coraçãoNão aprendi a me renderQue caia o inimigo então.IV- Tudo passa, tudo passará...E nossa estória não estará pelo avessoAssim, sem final feliz.Teremos coisas bonitas pra contar.E até lá, vamos viverTemos muito ainda por fazerNão olhe pra trásApenas começamos.O mundo começa agoraApenas começamos.

Nenhum comentário: